Eventos Ambientais - Cajamar

Este é o espaço para a divulgação dos eventos ligados ao meio ambiente em Cajamar. Consultem-no para obter informações atualizadas sobre a Semana do Meio Ambiente, Dia da Água e Dia da Árvore. Se informe, interaja com as enquetes, opine! Vamos construir eventos que de fato, contribuam para a conscientização e sensibilização da nossa comunidade!





SMA 2009

SMA 2009
Participe!

Artigos sobre Meio Ambiente

A assistente pedagógica da Diretoria de Educação, Marli Tavares, indicou os dois artigos publicados abaixo para ajudar as escolas a contextualizaram as discussões sobre Meio Ambiente na sala de aula. Confira!

A democratização da Informação Ambiental

Rose Gottardo. 2005

Durante a Rio-92 os países membros da ONU aprovaram a Agenda 21 como um roteiro a ser seguido para o desenvolvimento sustentável. Dentre os capítulos descritos na Agenda 21, o capítulo 40 foi totalmente dedicado sobre a importância da informação para democratizar a questão ambiental.

O capitulo 40 intitulado “informação para a tomada de decisões”, recomenda que “sempre que existam impedimentos econômicos ou de outro tipo que dificultem o acesso a ela, particularmente nos países em desenvolvimento, deve-se considerar a criação de esquemas inovadores para subsidiar o acesso a essa informação ou para eliminar os impedimentos não econômicos”.

Foi reconhecida na Rio-92 que sem democratização da informação sobre a temática ambiental não chegaremos à cidadania planetária, pois muitos países reconheceram que “a informação não é gerenciada adequadamente devido à falta de recursos financeiros e pessoal treinado, desconhecimento do seu valor e de sua disponibilidade e a outros problemas imediatos ou prementes, especialmente nos países em desenvolvimento”.

Mesmo em lugares que a informação está disponível, ela pode não ser de fácil acesso devido à falta de tecnologia para uma cesso eficaz ou aos custos associados, sobretudo no caso da informação que se encontra fora do país e que está disponível comercialmente.

Porém, após a Rio-92, contraditoriamente do que foi recomendado pelos 179 países, a grande mídia limitou-se a relatar desastres ambientais (derramamento de óleo nos oceanos) ou algum tema de interesse geral do público.

Em resposta a essa contradição, surgiram veículos alternativos de informação ambiental, que poderão ser classificados em institucional e comercial.

Institucionais – São elaborados por entidades como instrumento para manter os filiados e o público alvo informados das atividades desenvolvidas e posições políticas da instituição, com tiragem restrita.

Vale lembrar que, somente cm a democratização da informação não é capaz de enfrentar os grandes problemas ambientais, mas cm certeza somará a outras iniciativas.

Ainda é comum encontramos pessoas que colocam a questão ambiental como preocupação secundária e que o assunto é para pessoas de classe social mais privilegiada.

Grande parte da culpa dessa visão unilateral dos problemas ambientais são os dos próprios ambientalistas, que muitas vezes, dedicaram à mobilização na preservação de animais e espécies, não reconhecendo o impacto do meio ambiente rural e urbano pela ação humana.

Não podemos esquecer o lado positivo entre a relação ambiente rural e urbano estão relacionados por lutas de reivindicações travadas por sindicatos, sociedade civil, são lutas por ambiente, no caso, humano.

É comum ouvirmos que a falta de informação, progresso ou a tecnologia são os principais responsáveis pela destruição do ambiente. Infelizmente isso não é real. Para ilustrar isso daremos alguns exemplos:

1. caçadores – dependem da natureza, mas destroem e matam.

2. década 70 – Clube de Roma – detectou que a rápida destruição dos recursos naturais e a poluição do planeta estava relacionada com o crescimento. O Brasil durante a história teve crescimento zero e nem por isso diminuiu o problema ambiental, pelo contrário, a crise econômica levou empresas a investirem menos em controle da poluição.

3. a questão tecnológica serviu para termos tecnologia mais limpa, porem submetida ao interesse dos detentores do poder e isso não assegura uma relação menos predatória nas relações humanas.

A destruição da natureza está relacionada com o que o individuo aprendeu ao longo da sua história e a cultura do seu povo, refletida nas relações sociais e tecnológicas de sua sociedade.

A atual relação da nossa espécie com a natureza reflete o estágio de desenvolvimento das relações humanas entre nós próprios.

Assim, notamos que não é pela quantidade de informação que a população aprende a pensar criticamente e atuar em seu mundo para transformá-lo. Há necessidade de desenvolver uma base educacional crítica e participativa, adequada à realidade local, caso contrário as palavras perdem significado e importância.

Segundo Bema (2001, p.162) “Não há cidadania ambiental sem participação política”. É impossível estimular a participação sem garantir os instrumentos, direitos e acesso à participação e interferência nos centros decisórios.

O papel da comunicação é contribuir para o exercício da cidadania, aprofundando as causas dos problemas ambientais, estimulando mudança de comportamento e novas tecnologias.

Ressaltamos que não basta estar consciente dos problemas ambientais, há necessidade do individuo agir para transformar. O comportamento dos indivíduos em relação ao meio ambiente é indos sociável do exercício da cidadania.

É fundamental a informação ter uma linguagem que seja compreendida por todos para atingirmos a transformação social e entendermos que muitas vezes a mobilização da sociedade por melhores condições de trabalho, fim das valas de esgotos a céu aberto são lutas ambientais.

Na atualidade, as sociedades modernas tendem a separar os assuntos com pretexto de estudá-los melhor. Essa atitude cartesiana, positivista, por um lado produz grandes avanços, porém, por outro lado, perde-se a noção do todo.

A questão ambiental transformou-se em tema técnico, quando na verdade é muito mais tema ético e político. Não adianta criar “órgãos” ambientais para termos um meio ambiente melhor, temos que “ecologizar” as políticas públicas, para uma melhor qualidade de vida.

O grande desafio da educação para o meio ambiente é o da transformação, voltada para a ação local, usando os meios de comunicação como instrumento de pesquisa, relacionando o local com o global.

Como informar sobre a questão ambiental se nossa sociedade está baseada mais em valores do consumo desenfreado que gera esgotamento dos recursos naturais e resíduos, do que valores culturais, espirituais ou artísticos?

Não bastam lutas contra poluidores e depredadores para termos um planeta preservado. É preciso que além do nosso esforço de mudar nossas atitudes consumistas, sermos mais fraternos, democráticos e justos com nossos semelhantes para alcançarmos a sustentabilidade planetária.

Referência Bibliográfica

Berna, Vilmar. Jornalismo Ambiental. In Santos, J. E. Sato, M. A contribuição da Educação Ambiental à esperança de Pandora. São Carlos, Rima, 2001.

Como nasceu o Conceito de Desenvolvimento Sustentável?


Estudos sobre desenvolvimento iniciaram-se por volta de 1950, quando muitos territórios coloniais tornaram-se independentes. A organização das Nações Unidas (ONU) denominou a década seguinte como a Primeira Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento, acreditando que a cooperação internacional proporcionaria crescimento econômico pela transferência de tecnologia, experiência e fundos monetários, resolvendo, assim, os problemas dos países menos desenvolvidos.

Na realidade tais ações mostraram-se inócuas, uma vez que criaram uma total dependência, não só econômica, mas também tecnológica, daqueles países com os do Mundo Desenvolvido, aguçando as discrepâncias já existentes.

A questão ambiental, fundamental para qualquer plano de desenvolvimento, começou a ganhar destaque nos meios de comunicação por volta de 1960. Na época, vários países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, consideravam inviável incluir grandes programas de conservação ambiental em seus programas nacionais, pois acreditavam que poluição e deterioração ambiental eram conseqüências inevitáveis do desenvolvimento industrial.

Evidentemente tal atitude foi conveniente para os países mais desenvolvidos pois, ao mesmo tempo que restringiam a implantação de industrias poluidoras em seus territórios, tinham para quem transferir sua tecnologia, e ainda, garantiam o suprimento de bens provenientes dos países menos desenvolvidos que encorajavam a instalação dessas industrias.

No final dessa década, a humanidade ganhou um aliado importante para a melhor compreensão da dinâmica terrestre, com as missões espaciais e a implantação de um sistema de satélites para o sensoriamente remoto da Terra, o que possibilitou o monitoramente integrado dos vários processos atmosféricos e climáticos, e forneceu a visão do planeta sob nova perspectiva global.

Em 1972, na Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano (em Estocolmo) foi reconhecido o relacionamento entre os conceitos de conservação ambiental e desenvolvimento industrial; foram discutidos os efeitos causados pela falta de desenvolvimento e surgiram as idéias de “poluição da pobreza e eco-desenvolvimento”.

Uma reavaliação do conceito de desenvolvimento orientou a Terceira Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento (1980-1990), quando foram buscadas estratégias de distribuição, visando uma melhor repartição dos benefícios do eventual crescimento da economia mundial.

Na década seguinte, a ONU resolveu criar uma comissão para efetuar um amplo estudo dos problemas globais de ambiente e desenvolvimento, e em 1987 essa comissão apresentou o Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum), no qual foi introduzido o conceito de desenvolvimento sustentável, que preconiza um sistema de desenvolvimento sócio-econômico com justiça social e em harmonia cm os sistemas de suporte da vida na Terra. Portanto, passa-se a reconhecer a necessidade da manutenção do equilíbrio ambiental e do alcance da justiça social. Em tal cenário, haveria uma melhor qualidade de vida coletiva, com as necessidades básicas da humanidade atendidas e alguns de seus “desejos”, sem que houvesse comprometimento do suprimento de recursos naturais e da qualidade de vida das futuras gerações.

Portanto, como corolário, o desenvolvimento sustentável preconiza disponibilizar recursos que atendam às necessidades básicas de cerca de 80% da população da Terra, que no fim do século XX vivem em países menos desenvolvidos.

Em 1992 realizou-se no Rio de Janeiro a Conferencia das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocasião em que o problema ambiental ocupou importante espaço nos meios de comunicação de todo o globo. Como resultado dessa Conferência, foi elaborada a Agenda 21, que representa um compromisso político das nações de agir em cooperação e harmonia na busca do desenvolvimento sustentável. A Agenda 21 reconhece que os problemas de crescimento demográfico e da pobreza são internacionais. Para sua solução, deve-se desenvolver programas específicos locais e regionais, associados entretanto a programas de meio ambiente e desenvolvimento integrados, cm apoio nacional e internacional. Passada quase uma década, não se percebe que os grandes problemas levantados naquela ocasião tenham sido atacados. Ao contrário, os dois maiores problemas globais – o crescimento demográfico e a pobreza – têm se aguçado diante da nova ordem econômica que surgiu nas ultimas décadas do século XX.

Fonte: Decifrando A Terra, Wilson Teixeira. Editora: Oficina de Textos.

Pauta da reunião de 11 de abril

Confira a pauta da reunião da Semana do Meio Ambiente do dia 11 de abril, das 8 às 10 horas na Diretoria de Educação:

Reunião Semana do Meio Ambiente 2008
Representantes escolas de cajamar
11 de abril

  1. Devolutiva do resultado da votação do título da SMA 2008: “Reflorestar, plante esta idéia!”
    - Destacar proposta de mobilização da comunidade da Emei Elaine
    - Enfatizar maior participação e acesso no blog:
    http://eventosambientais-cajamar.blogspot.com
  1. Formatação dos trabalhos para a Revista da SMA 2008

- Propostas de publicação: IDESS / Natura-Educação
- Entrega da ficha de apresentação de projetos para cada escola participante (ficha em anexo)

  1. Material de apoio e pesquisa
    - Apresentação dos sites, portais e indicações bibliográficas para as escolas
  1. Palestras
    - Apresentação dos temas já definidos e dos palestrantes agendados
    - Proposta de inscrição para a comunidade
  1. Apresentação do organograma de divisão de tarefas entre os parceiros e o cronograma de ações para a realização da SMA 2008
  1. Elaborar um calendário de encerramento das escolas para acompanhamento técnico da oficina pedagógica, equipe de especialistas e supervisão de ensino da Diretoria de Educação

Reunião com as Escolas - 11/04 na Educação

A comissão da Semana do Meio Ambiente comunica todas as escolas e participantes envolvidos na SMA 2008 sobre a reunião que será realizada nesta sexta-feira, dia 11 de abril, no salão da Diretoria de Educação, das 8 às 10 horas.
O encontro compartilhará as últimas notícias da organização da Semana e decidirá a distribuição de pautas e temas da Revista da Semana do Meio Ambiente, que será realizada com a colaboração de todas as escolas participantes. Faça sua voz ativa, participe das atividades de planejamento da SMA08!

Título da SMA08: Reflorestar - plante esta idéia!

Sem dúvida, os mais atenciosos já haviam reparado, mas, de qualquer maneira, enfim - temos o resultado da votação para escolha do título da SMA08!
Com 33 votos, o título - Reflorestar - plante esta idéia!, foi o escolhido, dentre as 8 sugestões apresentadas pelos representantes das escolas.
Vale ressaltar que foi feita também a inclusão dos votos da EMEI Professora Elaine Margarete Meneguim da Silva, que imprimiu fichas de votação e entregaram aos pais dos alunos, para que participassem também. Parabéns pela iniciativa! Lembro que a soma destes votos não modificou o resultado colhido no blog. Portanto, tivemos uma dupla vitória de "Reflorestar - plante esta idéia!".
Agradecemos a todos os participaram na votação e fiquem atentos às novidades!
Confira o resultado clicando no gráfico abaixo:





Material para a pesquisa das Escolas

A partir de hoje, o blog contém a lista com sites recomendados prar pesquisa na temática Reflorestamento. Debaixo do título "Material de pesquisa - Tema Reflorestamento", são encontrados cerca de 13 links, com curiosidades, informações e práticas em reflorestamento. Abaixo, são destacados os 6 principais enquanto fonte de pesquisa:



Portal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Sua missão é viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do espaço rural, com foco no agronegócio, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício dos diversos segmentos da sociedade brasileira. Portanto seu enfoque é mais ligado aos produtores rurais.

Portal com informações bastante abrangentes sobre o meio ambiente. Esta seção é dedicada exclusivamente ao manejo de reflorestamento, desde sua conceituação até a aplicação prática.

Portal da Ecoar - Ong que se dedica a projetos de reflorestamento e Educação Ambiental. com larga experiência no assunto, mantém viveiros e projetos de reposição florestal em toto país. Não deixe de conferir área de downloads, na Ecoar Florestal.

Fundado em 1994, o ISA propõem soluções de maneira integrada a questões sociais e ambientais, com o objetivo principal de defender bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos. Confira a seção de notícias e biblioteca. Vale muito a pena.


Mantido pela Fundação SOS Mata Atlântica, este projeto promove ações de reflorestamento com patrocínio de grandes empresas e também dos internautas.

O Carbonobrasil é o maior portal brasileiro de notícias sobre mudanças climáticas, energias e mercado de carbono. A seção Biblioteca é imperdível.


Se você encontrar outro site relevante, envie um e-mail para marcel.ambiente@gmail.com e compartilhe esta informação com todos! E mãos à obra!